O encerramento do Pobre.TV no início deste ano deu origem a uma proliferação de websites que imitam a identidade desta popular plataforma de streaming ilegal. A notoriedade do serviço foi tão grande que chegou a ultrapassar plataformas legais como Netflix, Disney+ e HBO em termos de audiência em Portugal.
O Pobre.TV, sucessor do Mr.Piracy, estava sob a mira das autoridades há mais de dois anos, segundo revela a publicação Torrentfreak. A plataforma tornou-se alvo de uma queixa nos Estados Unidos da América apresentada pela Motion Picture Association (MPA), o que levou ao início de uma investigação aprofundada. A esta ação somou-se a intervenção da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE), um grupo que combate a distribuição ilegal de conteúdo protegido por direitos de autor.
Clones do Pobre.TV e Mr.Piracy multiplicam-se
No âmbito das investigações, uma intimação baseada na Digital Millennium Copyright Act (DMCA) exigiu que a Cloudflare revelasse informações sobre o registante do domínio da plataforma. Descobriu-se então que o site tinha sido registado no início de 2022, tendo sido criado um segundo domínio em novembro do mesmo ano.
Como resultado da pressão legal, o Pobre.TV foi encerrado em abril de 2023, poucas semanas depois de o Mr.Piracy ter tido o mesmo destino. No entanto, a popularidade de ambas as plataformas não desapareceu, tornando-se num chamariz para esquemas fraudulentos que aproveitam a fama destes serviços.
Ao longo dos anos, Pobre.TV e Mr.Piracy atraíram milhões de utilizadores por permitirem o acesso gratuito a conteúdo protegido por direitos de autor. Com o fim da partilha de contas na Netflix e os consequentes aumentos de preços, muitos utilizadores procuraram alternativas, impulsionando ainda mais a adesão a estas plataformas. Agora, o cenário é ainda mais arriscado, pois surgem novos sites falsos que exploram a identidade destes serviços desativados.
Perigos dos sites clonados
Muitos dos websites que agora imitam o Pobre.TV e o Mr.Piracy não são apenas alternativas duvidosas, mas representam uma ameaça real para os utilizadores. Ao aceder a estas plataformas clonadas, há um elevado risco de exposição a ataques informáticos e fraudes online.
Estes sites acumulam milhares de visitas diárias e utilizam essa elevada procura para fins questionáveis. Entre os perigos mais comuns está a possibilidade de instalação de malware nos dispositivos dos utilizadores. Este tipo de software malicioso pode comprometer não só a segurança dos computadores, smartphones ou tablets, como também permitir o roubo de dados pessoais sem que a vítima se aperceba.
Assim, os utilizadores devem estar atentos a estes esquemas fraudulentos e evitar a utilização de plataformas de origem desconhecida. A segurança digital deve ser sempre uma prioridade, especialmente num ambiente onde a proliferação de ciberameaças está em constante crescimento.